Conheça os primeiros passos da indústria fonográfica

           Veja como os aparelhos de som passaram de uma vitrola para um Micro System

Antes de se tornar o Cd, que todo mundo conhece, os aparelhos sonoros tiveram que percorrer um longo caminho. A história desses dispositivos começa em 1877 com Thomas Edison e a primeira apresentação pública do Fonógrafo.

                Fonógrafo

Fonógrafo inventado por Edison

Fonógrafo inventado por Edison

Thomas Edison é sempre lembrado como o homem que inventou a lâmpada, mas entre suas várias invenções também está o fonógrafo. Esse aparelho foi o primeiro a conseguir captar, reproduzir e ampliar as ondas sonoras.

Antes de ser comercializado para músicos e editores o invento precisou ser aprimorado por Graham Bell e Charles Tainter, que criaram um cilindro removível para o aparelho e o revestiram de pa

pelão coberto de cera. Esses aprimoramentos tornaram o aparelho mais resistente.  Logo o mercado para o fonógrafo começou a se expandir e surgiu o Gramofone.

Gramofone

Em 1887 Emil Berliner inventou o gramofone, que se tornou o maior concorrente e causa do declínio do fonógrafo. Diferente do fonógrafo o gramofone tinha o áudio gravado em discos, o que facilitava muito o processo de registrar e reproduzir. Logo, os cilindros de gravação usados por Edison foram saindo de uso, porque reproduziam pouco tempo de gravação. Além de que os cilindros nunca saiam iguais e não permitiam o uso de capas, o que dificultava muito a produção industrial.

Magnetofone

Só na década de 30 aconteceu outra revolução no mundo fonográfico, a invenção do magnetofone.  O magnetofone foi inspirado no telegrafone, inventado em 1898 por Valdemar Poulsen e deu o primeiro passo na gravação magnética. Depois dele também foram inventados os telegrafones e o Blaterfone. Só em 1935 a AEG Telefunken criou o magnetofone.

Magnetofone

Magnetofone

O aparelho consistia basicamente em um conjunto de gravador e fita. Inicialmente, o preço do magnetofone era muito caro e, por isso, ele era pouco popular. Só depois da segunda guerra mundial seu uso começou a ser difundido e começaram a surgir novas tecnologias relacionadas ao aparelho como, por exemplo, a fita cassete desenvolvida pela Philips. A fita cassete era muito mais compacta e de fácil manuseio o surgimento dela no cenário fonográfico popularizou muito a gravação magnética.

Vitrola

Vitrola a discos

Vitrola a discos

O sistema de gravação desenvolvido por Berliner, o gramofone, foi vendido a empresa Victor Talking Machine, que impantou o RCA nas suas máquinas. Em 1920, a Victor cria o gira-discos (vitrola), que é uma evolução do gramofone, porque passa a rodar os vinis em uma velocidade constante de 78 rpm, movida a motor. O gira-discos, também possui um braço com uma agulha na ponta que transmite as vibrações e as transforma em impulsos elétricos, que viram música.

Os vinis e o gira-discos se tornaram um sucesso com a indústria fonográfica. Os vinis dominaram o mercado até 1982, quando surgem os cd’s lançados pela Sony e pela Philips.

Micro-System

Para acompanhar o avanço dos Cd’s e fitas cassetes, surgiu o Micro System, ele geralmente possuía entrada para Cd’s e fitas cassetes, além de saídas para fones de ouvido. O micro-system ainda captava ondas de rádio. Esse aparelho foi muito popular, quando surgiu no mercado.  Os menores eram até levados para a rua no ombro das pessoas, com o tempo surgiram versões à pilha ou direto na tomada.

MicroSystem

MicroSystem

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